sexta-feira, 30 de maio de 2008

"A Via Láctea" tem São Paulo como protagonista

Eduardo Ricci apresenta a convidada da noite
Marco Ricca e Alice Braga estrelam no complexo "A Via Láctea", um filme que traz para a telona as contradições amorosas por que passa um casal à beira do rompimento.

Porém, a protagonista é a cidade de São Paulo, que se impõe sobre os dois não só como cenário, mas como agente ativa de seus destinos. O filme de Lina Chamie foi exibido na última quinta-feira, 29/05, no Roxy, em mais uma Sessão Longa-metragem do Cineme-se, com a presença da diretora de fotografia, Kátia Coelho.

"O longa foi quase todo gravado em câmera de mão. A diretora queria um filme ágil, e com esse tipo de câmera isso fica mais fácil" conta Kátia. Como grande parte das cenas se passa dentro do carro do personagem de Marco Ricca, a equipe teve que arranjar uma forma de trabalhar nele.

“Eram mais de oito pessoas dentro de um Palio Weekend. O técnico de som e eu acompanhávamos as filmagens em um monitor, no porta malas, o nosso “chiqueirinho” durante três semanas,” a convidada lembra-se dos momentos de aperto rindo para o público.

Como São Paulo é a verdadeira protagonista do filme, "A Via Láctea" concentra vários de seus planos em longas filas de faróis vermelhos, prédios onipotentes e onipresentes e, claro, em personagens que só a cidade pode gerar. “As filmagens eram muito atípicas para todos, que estavam acostumados a produções maiores”, explica Kátia.

No assunto cores, tema do festival, a convidada explica que a preocupação no longa era fazer um filme "bem naturalista, que mostrasse as luzes da cidade, seja de dia ou de noite." Num flashback que mostra a infância do personagem de Marco Ricca, as cenas foram filmadas em Super 16mm, o que dá um ar diferente aos planos. Já alguns dos mais selvagens delírios dele foram captados em 35mm. O resto, segundo conta Katia, foi gravado em miniDV.

"A Via Láctea" esteve no Festival de Cannes de 2007, na mostra Semana da Crítica. "Isso permitiu ao filme viajar pelo mundo, para que mais gente pudesse ver" diz Katia. Ela disse ainda que daqui a duas semanas, o filme estará estreando nos cinemas da Chechênia.



Texto de Ricardo Prado e Fotos de Nara Assunção






Na entrada, os espectadores receberam bilhetes para concorrem a brindes



Kátia conta lances engraçados dos bastidores


Equipe do Cineme-se 2008 tietando a diretora de fotografia

Brincando de críticos


Na tarde desta última quarta-feira, 28/05, 34 crianças do Educandário Santista participaram da Sessão Criança, uma das atividades do Cineme-se 2008, e ainda puderam conhecer o diretor de dois dos cinco curtas exibidos na sessão.

O professor de filosofia e teatro de São Bernardo do Campo, Anderson Lima, desceu a serra e veio conferir pessoalmente a reação das crianças de Santos ao assistirem os curtas “Sobre Laranjas” e “Maria”, que dirigiu e inscreveu no festival.

“Como professor de escola infantil procuro apresentar a arte de atuar a eles de forma simples e direta. Meus alunos são meus atores, produtores e, porque não falar, professores. Já é o terceiro ano que trabalho com a mesma turma e hoje são eles que me apontam os erros durante as gravações”, conta o diretor.

No final da sessão os alunos escolheram o melhor curta da tarde e surpreenderam o diretor ao escolherem “Maria” e principalmente ao criticarem seu outro filme. “A linguagem das crianças é universal. Trabalho diretamente com elas e adoro ter esse retorno sincero”, diz Lima.

Comendo pipoca os alunos do Educandário assistiram também aos curtas “Brincando de Imaginar”, de Rafael de Souza e Renato de Souza, de Vitória; a animação também de Vitória “Ele”, realizado por alunos da Rede Municipal de Ensino e de Goiânia a animação “Mocó Jack”, de Luiz Tosso Jr. e Thiago Veiga.

Texto Cláudia Busto e Fotos divulgação V²



Lima explica detalhes das gravações dos curtas "Maria" e "Sobre Laranjas"


O diretor sente-se em casa entre seus espectadores


A diretora de Ação Social da V², Priscila Rodrigues, interage com as crianças


A diretora prende a atenção das crianças ao explicar cada curta que irão assitir

"O Tablado" o mundo do teatro na telona


O cinema é uma ferramenta poderosa capaz de fazer o espectador imergir em qualquer mundo, por mais diferente e distante que seja do seu.

Essa é a realidade em "O Tablado", documentário de Creuza Gravina sobre a companhia de teatro carioca coordenada por Maria Clara Machado, personagem de extrema importância na formação de muitos atores amadores e profissionais. O longa foi exibido na última quarta-feira, 28/05, no Cine Roxy e fez parte das atividades do CINEME-SE 2008.

A história do Tablado é contada através de 59 depoimentos de ex-alunos, de diferentes gerações, como Marieta Severo, Malu Mader, Bárbara Heliodora, Ernesto Piccolo, Cláudia Abreu e muitos outros, além dos professores do curso de teatro e de amigos que acompanharam o trabalho da escritora, como Gilberto Braga e Marcos Palmeira. Os depoimentos contam ainda com o auxílio de fotos de arquivo e trechos de peças interpretadas ou lidas pelos entrevistados, como "Pluft e O Cavalinho Azul".

O documentário, fruto de anos de pesquisa, é o primeiro filme de Creuza, que encontrou nas telas do cinema a melhor forma de homenagear a escritora e o teatro onde estudou por quase nove anos. "Eu comecei a fazer um documentário sobre a Maria Clara Machado, mas ela morreu em 2001, o que me fez parar o projeto por algum tempo", conta Creuza.

"O Tablado" demorou cinco anos para ser finalizado, contando cerca de 48 horas de material para ser editado e transformado num documentário de menos de duas horas. "Fiz questão de colocar todos os entrevistados, mesmo que em trechos curtos. Tinha muito material e muitos depoimentos tivemos que cortar, o que é uma pena", lamenta a diretora.

A carioca destacou a dificuldade de conseguir o testemunho de Zé, companheiro de longa data de Maria Clara que, muito fragilizado pela morte dela, mal conseguia falar. "Conseguimos aproveitar pouco do testemulho do Zé. Ele ficava muito emocionado só de pensar na Maria Clara."

Alguns dos depoimentos foram difíceis para serem gravados, pois os entrevistados se emocionavam demais. O testemunho de Ernesto Piccolo, por exemplo, teve que ser pausado e reiniciado várias vezes, porque o ator chorava ao se lembrar de seu trabalho em "O Cavalinho Azul".

O tema do Cineme-se 2008 é as cores do cinema, e em "O Tablado" pode-se perceber o uso não casual delas. "Nos depoimentos que os atores lembram de alguma história ou reencarnam personagens de muitos anos atrás, a imagem fica preto-e-branco. Nas outras situações, as cores voltam" explica Creuza.

"O Tablado" esteve no Festival do Rio e até na Holanda, além de vir à Santos para o Cineme-se. Agora, a carioca está em busca de uma distribuidora, já pensando em estrear o filme em circuito, mas ela não descarta exibi-lo na televisão. "Andei conversando com algumas emissoras educativas e acho que seria muito interessante que passasse na tevê, nem que fosse na rede fechada".

Creuza nasceu no Rio de Janeiro, em 1973. Formada em Comunicação Social e Informática, ela trabalha em consultoria e é atriz. Seu último trabalho artístico foi na peça "Dá Um Jeitinho Aí", sob direção de Ernesto Piccolo e texto de Rogério Blat.

Participantes - Após a exibição do longa, os espectadores puderam conhecer mais sobre a tragetória do filme e da diretora. Emocionada com a mensagem do filme, Mariza Coelho, pode demonstrar, ao lado da idelizadora do documentário, sua alegria de participar da exibição, principalmente, após ser sorteada e ganhar uma camisa do festival.


Texto Ricardo Prado e Fotos divulgação Vontade de Ver


Creuza Cravinho e a premiada da sessão, Mariza Cichello

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Noite multicromática abre o Festival

Gabriela Góes apresenta o Cineme-se 2008


As homenageadas da noite estavam em todo lugar. As cores fazem parte de tudo, e no Teatro do Sesc, na abertura do Cineme-se 2008, havia um telão só pra elas. Do vermelho, passava para o amarelo, depois para o verde, seguindo para o azul, que se transformava em roxo para depois virar vermelho novamente.




À frente das homenageadas, várias apresentações feitas para marcar o início do festival, um dos maiores eventos cineclubistas do litoral paulista. "A gente sempre escolhe um tema que retrate a experiência do cinema. Com as cores, vêm todas essas questões de diversidade de linguagem que mudaram a história do cinema", conta Eduardo Ricci, diretor do Cineme-se.




A noite de abertura foi recheada de apresentações musicais e visuais, mas como se trata de um festival de cinema, não poderia faltar espaço para a sétima arte. Foram exibidos três curtas-metragens, considerados pela Associação Vontade de Ver [V²] como os melhores da seleção do Cineme-se.




"Procuramos escolher três curtas que fossem bem diferentes um do outro. Por isso, temos uma comédia ["Entre Cores e Navalhas", de Catarina Accioly], um bem moderno ["Moradores do 304", de Leonardo Cata Preta] e um com uma crítica à sociedade ["Ladrão de Ar", de Caue Angeli]", explica Márcia Okida, coordenadora da V².




Durante os dias 27 de maio e 1 de junho, mais de 120 curtas-metragens e três longas serão exibidos em diferentes locais de Santos. As sessões acontecerão no Cineclube Lanterna Mágica, da UNISANTA, Sesc, Clube do Choro, Sesi e Cine Roxy.


Texto Ricardo Prado e Fotos Nara Assunção





A performance "Plático sem Órgãos" encanta o público

Quarteto Carobamdé do erudito ao popular


A interatividade da música, das cores e da telona

sábado, 24 de maio de 2008

SESSÃO ON LINE

video

[Democity] Remix
direção de André Hime e Huila Gomes,
MiniDV, Animação, 15seg, cor, São Paulo/SP, 2007.

SESSÃO TSURU


31/05 –18h30 – Clube do Choro de Santos

Debate sobre o cinema e cineastas do Japão com exibição de curtas e trechos de filmes japoneses. Lembrança ao centenário da imigração japonesa.
Endereço:
CLUBE DO CHORO DE SANTOS
Rua XV de Novembro, 50 – Centro – Santos/SP
entrada franca

SESSÃO CRIANÇA e PIRUETA




SESSÃO CRIANÇA - 28/05 – 15h – Cineclube Lanterna Mágica (UNISANTA)
Exibição de curtas infantis para crianças de 7 a 10 anos. O público vota no curta de sua preferência.

Filmes:
BRINCANDO DE IMAGINAR
de Rafael de Souza e Renato de Souza, Vídeo, Ani, 4min, cor, Vitória/ES, 2007.

ELE
realizado por alunos da Rede Municipal de Ensino de Vitória, 35 mm, Animação,
12 min, cor, Vitória – ES, 2007MARIA, Anderson Lima, Ficção, 8 min, cor,
São Bernardo do Campo – SP, 2008

MOCÓ JACK, Luiz Tosso Jr. e Thiago Veiga, DVD, Animação, 12min40”, cor, Goiânia/GO, 2007.

SOBRE LARANJAS, Anderson Lima, MiniDV, Ficção, 5 min, cor, São Bernardo do Campo/SP, 2008.

SESSÃO PIRUETA - 30/05 – 15h – Cineclube Lanterna Mágica (UNISANTA)
Exibição de curtas de animação e atividades lúdicas e interativas sobre a linguagem e a estética do cinema para crianças de 7 a 10 anos.

Endereço:

CINECLUBE LANTERNA MÁGICA . UNISANTA
SALA MAURICE LEGEARD DE CINEMA:
Rua Cesário Mota, 8, bl. E, 5º andar. - Santos.

Tel.: 13 . 3202.7100 ramal: 257 .

entrada franca

SESSÃO MAIO DE 68

28/05 – 19h30 – Cineclube Lanterna Mágica – UNISANTA
Filme: PARTNER (PARTNER/ IL SOSIA, Itália, 1968), de Bernardo Bertolucci.
Sinopse: Com influência de Godard, Bertolucci explora o universo de um tímido menino que desenvolve uma segunda personalidade com as qualidades que lhe faltam.

CINECLUBE LANTERNA MÁGICA . UNISANTA . SALA MAURICE LEGEARD DE CINEMA:
Rua Cesário Mota, 8, bl. E, 5º andar. - Santos. Tel.: 13 . 3202.7100 ramal: 257

SESSÃO DA MEIA NOITE

31/05 – Meia Noite – Clube do Choro de Santos
Evento alternativo sobre o universo erótico e underground do cinema. Com exibição de curtas, cenas de filmes e bate-papo sobre cores e erotismo.

Convidadas:
Elvira Batista (psicóloga)
Márcia Okida (designer gráfica)

Filmes:
AVOANDAR
de Ricardo Mehedff, DVD, Exp., 8 min30”, cor, Rio de Janeiro/SP, 2007.

CORPO SECO
de André Rebello, DVD, Exp, 15 min, cor, Cotia/SP, 2008.

TRIPULANTE
de Dirnei Prates, VHS/Celular, Exp., 10 min, cor e p&b, Porto Alegre/RS, 2007.

Endereço
CLUBE DO CHORO DE SANTOS
Rua XV de Novembro, 50 – Centro – Santos/SP
entrada franca

SESSÃO LONGA-METRAGEM


Exibição de longa-metragem seguida de bate-papo sobre a experiência do cinema a partir da obra exibida.


28/05 – 15h – Sesi
L.A.P.A.
de Emílio Domingos e Cavi Borges, DVD, Doc., 1h15min, cor, Rio de Janeiro/RJ, 2007.

28/05 – 20h – Cine Roxy
O TABLADO E MARIA CLARA MACHADO
de Creuza Gravina, DVCam, Doc., 1h20min, cor, Rio de Janeiro/RJ, 2007.

29/05 – 20h – Cine Roxy
A VIA LÁCTEA
de Lina Chamie, MiniDV/35mm, Ficção, 1h28min, cor, São Paulo/SP, 2007.
Endereços:
CINE ROXY
Avenida Ana Costa, 443, Gonzaga, Santos – SP . Tel.: 13 . 3289.8336
SESI/SANTOS
Av. Nossa Senhora de Fátima, 366, Jardim Santa Maria – Santos/SP .
Tel.: 13 . 3203-4966, ramal 229

entrada franca.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

PROGRAMAÇÃO DOS FILMES


Longas convidados – 2008

L.A.P.A., Emílio Domingos e Cavi Borges, DVD, Doc., 1h15min, cor, Rio de Janeiro/RJ, 2007.

O Tablado de Maria Clara Machado, Creuza Gravina, DVCam, Doc., 1h20min, cor, Rio de Janeiro/RJ, 2007.

A Via Láctea, Lina Chamie, MiniDV/35mm, Ficção, 1h28min, cor, São Paulo/SP, 2007.


CURTAS SELECIONADOS – 2008

Curtas para abertura - Seleção V²
Entre Cores e Navalhas, Catarina Accioly, 35 mm, Ficção, 14 min, cor, Brasília/DF, 2007.
Ladrão de Ar, Caue Angeli, Betacam, Experimental, 11min25”, cor, São Paulo/SP, 2008.
Moradores do 304, Leonardo Cata P. Souza, Beta, Animação, 15 min, cor, Belo Horizonte/MG, 2007.


Sessão Cineme-se

Programação 1:
Dia 28/05 – 19h – SESC: Sala 1

Entre Cores e Navalhas, Catarina Accioly, 35 mm, Ficção, 14 min, cor, Brasília/DF, 2007.
COMUM-DE-DOIS, Isaac Donato, MiniDV, Doc., 18 min 19’’, cor, Salvador – BA, 2007
BEM INTOCADO, Thelmo Corrêa, MiniDV, Ficção, 8 min 53’’, cor, Porto Alegre – RS, 2007
Âmago, Pedro Tavares Figueiredo, MiniDV, Ficção, 14min, cor, Rio de Janeiro – RJ, 2008
Um Pra Um, Erico Campos Rassi, MiniDV, Ficção, 11 min, cor, São Paulo/SP, 2007.
Igbadu – Cabaça da criação, Carla Lyra, MiniDV, Doc., 16 min, cor, Recife/PE, 2007.
Paulo – SP, 2008
A FÁBRICA, Everton Isidro, HDV/DVD, Ficção, 15 min, cor, Curitiba – PR, 2007



Programação 2:
Dia 29/05 – 19h – SESC: Sala 1

Ladrão de Ar, Caue Angeli, Betacam, Experimental, 11min25”, cor, São Paulo/SP, 2008.
Espelho, Yuri Vieira e Cássia Queiroz, MiniDV, Ficção, 18min40”, cor, Goiânia – GO, 2007.
ATÉ ONDE A VISTA ALCANÇA, Felipe Peres Calheiros, MiniDV, Doc., 20 min, p&b / cor, Recife – PE.
Engano, Cavi Borges, 35 mm, Ficção, 11 min, cor, Rio de Janeiro/RJ, 2008.
À La Carte, Rafael Frazão, HDCam, Ficção, 15 min, cor, São Carlos/SP, 2007.
CAFÉ COM LEITE, Daniel Ribeiro, 35 mm, Ficção, 18 min, cor, São Paulo – SP, 2007
Rose Dollz – se liga no som, Rodrigo Santos, DVD, Animação, 2min30”, cor, São Paulo/SP, 2007.


Programação 3:
Dia 30/05 – 19h – SESC: Sala 1

Quintas intenções, Julio Augusto Zucca, HDCam, Ficção, 9min35”, cor, Rio de Janeiro/RJ, 2007.
Dois Lados, Carlos A. Duarte da Cruz, 35 mm, Ficção, 15 min, cor, Belo Horizonte/MG, 2007.
Doc.8, Christian Schneider, MiniDV, Doc., 20min, cor, Porto Alegre/RS, 2007.
A Espera, Fernanda Teixeira, DVD, Ficção, 15 min, cor, Rio de Janeiro/RJ, 2007.
Oswaldo, Nildo Ferreira, MiniDV, Ficção, 9 min, cor, Santos/SP, 2007.
O CINEASTA, A MENINA E O HOMEM-SANDUÍCHE, Daniella Saba, 16 mm, Ficção, 14 min 37’’, cor, São Paulo/SP, 2007.
DUAS OPÇÕES, Rafael Nasser, DVD, Ficção, 15 min, cor, São Paulo – SP, 2007


Programação 4:

Dia 31/05 – 19h – SESC: Sala 1

Moradores do 304, Leonardo Cata P. Souza, Beta, Animação, 15 min, cor, Belo Horizonte/MG, 2007.
MORTE CORPORATION, Léo del Castillo, HD, Ficção, 10 min, cor, Campinas – SP, 2007
ISMAR, Gustavo Beck, Mini DV, Doc., 12 min 20’’, cor, Rio de Janeiro – RJ, 2007
ESCONDE-ESCONDE, Alvaro Furloni, 16 mm, Ficção, 14 min 30’’, p&b, Rio de Janeiro – RJ, 2007
Regressivo, Michel Custódio, MiniDV, Ficção, 8 min, cor, Santos/SP, 2007.
A DEMOLIÇÃO, Aleques Eiterer, 35 mm, Ficção, 18 min, cor, Juiz de Fora – MG, 2007
Quanto mais Manga melhor, Michele Lavalle, DVCam, Doc., 17min, cor, São Paulo/SP, 2007.


Sessão Maratona

Programação 1:
Dia 29/05 – 15h – SESC: Sala 1

Comunidade Escolar, André Machado Cywinski, DVCam, Exper., 10 min, cor, Santo André/SP, 2007.
Bip-Bip, Thalles Chaves Costa, MiniDV, Doc., 14 min, cor, Rio de Janeiro/RJ, 2007.
X-Coração, Lisandro Santos, MiniDV, Ficção, 11min30”, cor, Porto Alegre/RS, 2007.
O Menino e o Bumba, Patrícia Cornils, MiniDV, Doc., 13 min, cor, São Paulo/SP, 2007.
O Alerta, Raquel R. Areias Gandra, MiniDV, Ficção, 8 min, p&b, Rio de Janeiro/RJ, 2007.
FALTAM 5 MINUTOS, Luiz Alberto Cassol, MiniDV / DVCAM, Doc., 20 min, cor, Santa Maria – RS, 2007.
Amarar, Emanuel Mendes, 35mm, Ficção, 20 min, cor, São Paulo/SP, 2007.
Represa Billings, André Machado Cywinski, DVCam, Doc., 15 min, cor, Santo André/SP, 2007.


Programação 2:
Dia 30/05 – 15h – SESC: Sala 1

CORPO SECO, André Rebello, DVD, Exp, 15 min, cor, Cotia/SP, 2008.
VOLTEI PARA BUSCAR OS BOLINHOS, Alessandra Brum e Sérgio Puccini, 16mm, Fic., 15min, cor, Campinas – SP, 2007.
Possante Velho de Guerra, Carlos Normando, MiniDV, Doc., 20 min, cor, Fortaleza/CE, 2007.
OS CORDÕES DE LAURA, Mariza Tezelli, 4x3, Ficção, 15 min 55’’, cor, Curitiba – Paraná, 2008
Duas Faces, McGiver Silveira e Michele Villanova, DVD, Doc., 14 min, cor, Guaíba – RS, 2007.
AQUÁRIO, Cíntia Domit Bittar, NTSC, Ficção, 9 min 10’’, cor, Florianópolis – SC, 2007
MEU GURI, Cristiane Couceiro do Amaral, DVD, Documentário, 15 min 02’’, cor, Santos – SP, 2007
Cordel da serenata muda, Marcelo Travassos, DVD, Ficção, cor, 5 min, Recife/PE, 2007.


Programação 3:
Dia 31/05 – 14h – Clube do Choro de Santos

Avoandar, Ricardo Mehedff, DVD, Exp., 8 min30”, cor, Rio de Janeiro/SP, 2007.
TEMPESTADE!, Douglas Siqueira, Mini DV, Doc., 19min30’’, p&b / cor, Santos/Campinas – SP, 2007/2008.
Guapé, Renata Castanhari, 35mm, Ficção, 10 min, cor, São Paulo/SP, 2007.
Priarajõ (informações deste curta na próxima lista)
Monstro?, Alexandre Araújo, MiniDV, Ficção, 7 min, cor, Santos/SP, 2007.
Demônios Particulares, Tiago Tomazi e Paulo Santiago, MiniDV, Ficção, 13min, cor, Campinas/SP, 2007.
Renovatório, Francisco S. de Lima Segundo, MiniDV, Doc., 20 min, cor, João Pessoa/PB, 2007.
Pretinho Babylon, Cavi Borges e Emílio Domingos, DVD, Fic., 17 min, cor, Rio de Janeiro/RJ, 2007.


Programação 4:
Dia 01/06 – 14h – SESC: Sala 1

Tripulante, Dirnei Prates, VHS/Celular, Exp., 10 min, cor e p&b, Porto Alegre/RS, 2007.
Busólogos, Cristina G. Muller, DVD, Doc., 12min40”, cor, São Paulo/SP, 2007.
Outono, Christian Schneider, MiniDV, Ficção, 8 min, cor, Porto Alegre/RS, 2007.
MirÓ: Preto, Pobre, poeta e periférico, Wilson Freire de Lima, 19min33”, Digital, Documentário, Cor, Recife/PE, 2008.
Das 5 as 7 num país em subdesenvolvimento, Gabriel de Paula Cunha, MiniDV, Ficção, 20 min, p&b,Porto Alegre/RS, 2007.
Severino, DVD, Doc., 7 min, cor, Florianópolis/SC, 2007.
Enraizados, de Marco di Aurélio, MiniDV, Ficção, 13min42”, cor, João Pessoa/PB, 2008.
A VOZ DO POETA, Diana Reis, Mini DV, Doc., 20 min, cor, Campina Grande – PB, 2007.


Sessão Criança


BRINCANDO DE IMAGINAR, Rafael de Souza e Renato de Souza, Vídeo, Ani, 4min, cor, Vitória/ES, 2007.
ELE, Alunos da Rede Municipal de Ensino de Vitória, 35 mm, Animação, 12 min, cor, Vitória – ES, 2007MARIA, Anderson Lima, Ficção, 8 min, cor, São Bernardo do Campo – SP, 2008
Mocó Jack, Luiz Tosso Jr. e Thiago Veiga, DVD, Animação, 12min40”, cor, Goiânia/GO, 2007.
Sobre Laranjas, Anderson Lima, MiniDV, Ficção, 5 min, cor, São Bernardo do Campo/SP, 2008.



Sessão On line / Cidade Tela

Anônimos, Luiz Alberto Cassol, MiniDV, Ficção, 3 min10”, cor, Santa Maria/RS, 2007.
[Democity] Remix, André Hime e Huila Gomes, MiniDV, Animação, 15seg, cor, São Paulo/SP, 2007.
17:27, Nelton Pellenz, MiniDV, Exp., 2min29”, cor, Porto Alegre/RS, 2007.
O Dia em Que a Cidade Acordou, Instituto Marlin Azul, DVD, Animação, 2 min, cor, Vitória/ES, 2007.
Debaixo da água tudo é mais bonito, Nelton Pellenz, MiniDV, Exp., 2min10”, cor, Porto Alegre/RS, 2007.
Homem Espuma, Fernando Mendes, MiniDV, Animação, 2min52”, cor, Belo Horizonte/MG, 2007.
História, Marcelo Gonçalves Cunha, DVCam, Ficção, 4 min30”, cor, Florianópolis/SC, 2007
NO INFINITO OCEANO DA MULTIDÃO, Ana Moraes Vieira, Exp., 5min, p&b, Belo Horizonte – MG, 2007.
Passarim, Nelton Pellenz, MiniDV, Exo., 1min20”, cor, Porto Alegre/RS, 2007.
Pé no mato, pé no caminho, Wilson Freire de Lima, DVCam, Exp., 1 min, cor, Recife/PE, 2007.
Pirulito, Erick Ricco, MiniDV, Ficção, 2min, cor, Belo Horizonte/MG, 2007.
Pólvora, papel e paz, Wilson Freire de Lima, DVCam, Animação, 1 min, cor, Recife/PE, 2007.
Quando o tempo parar, Gabriela Benedet Ramos, MiniDV, Exp., 3min50”, p&b, Porto Alegre/RS, 2007.
Tédio, Wilson Freire de Lima, DVCam, Ficção, 1 min, cor, Recife/PE, 2008.
Torpedo V1511, Isaac Donato, MiniDV, Exp., 4 min10”, cor, Salvador/BA, 2007.
SX80rj, Ricardo Mehedff, MiniDV, Exp., 1 min, cor, Rio de Janeiro/SP, 2007.
A Última Viagem, Wilson Freire de Lima, Ficção, DVCam, 1 min, cor, Recife/PE, 2007.



Sessão da Meia Noite


Convergências, Aly Muritiba, MiniDV, Ficção, 15min46”, cor, Curitiba/PR, 2008.
Conceito, Thiago Dezan, MiniDV, Exper., 7min 25”, cor, Cuiabá/MT, 2008.
Papel de Júlia, Helton Okada, DVD, Ficção, 8 min, cor, São Paulo/SP, 2008.



Sessão Experimental

Avoandar, Ricardo Mehedff, DVD, Exp., 8 min30”, cor, Rio de Janeiro/SP, 2007.
CORPO SECO, André Rebello, DVD, Exp, 15 min, cor, Cotia/SP, 2008.
Tripulante, Dirnei Prates, VHS/Celular, Exp., 10 min, cor e p&b, Porto Alegre/RS, 2007.

quinta-feira, 15 de maio de 2008


CINEME-SE 2008 - PROGRAMAÇÃO RESUMIDA

27/05 – 20h – Teatro do Sesc/Santos
ABERTURA OFICIAL: Exibição de curtas, performance sobre cores e show musical com o grupo Carobandé.

28, 29 e 30/05 - 19h - sala 1 – Sesc/Santos
31/05 – 20h – Clube do Choro
SESSÃO CINEME-SE: Exibição de curtas-metragens selecionados. Com bate-papo e sorteio no final da sessão. O público vota no curta de sua preferência.

28/05 – 15h – Cineclube Lanterna Mágica (UNISANTA)
SESSÃO CRIANÇA: Exibição de curtas infantis para crianças de 7 a 10 anos. O público vota no curta de sua preferência.

28/05 – 15h – Sesi

28 e 29/05 – 20h – Cine Roxy
SESSÃO LONGA-METRAGEM: Exibição de longa-metragem seguida de bate-papo sobre a experiência do cinema a partir da obra exibida.

28/05 – 19h30 – Cineclube Lanterna Mágica – UNISANTA
SESSÃO MAIO DE 68: Exibição de longa-metragem sobre maio de 68. Confira mais detalhes no blog do Festival.

28/05 – 14h – sala 816 – bloco E – UNISANTA
SESSÃO ANIME: Exibição de animes (animações japonesas) com bate-papo sobre o universo cosplay. Confira mais detalhes no blog do Festival.

29/05 – 15h – Cineclube Lanterna Mágica (UNISANTA)
SESSÃO SEM OLHAR: Evento especial para deficientes visuais. Exibição de dois curtas-metragens apresentados com audiodescrição e sinestesia a partir da narrativa e estética dos filmes.

29, 30/05 - 15h - Sala 1 - Sesc

31/05 - 16h – Clube do Choro de Santos
01/06 - 14h - Sala 1 - Sesc
MARATONA DE CURTAS: Exibição contínua de curtas de todo o Brasil. Com sorteios e brindes.

30/05 – 15h – Cineclube Lanterna Mágica (UNISANTA)
SESSÃO PIRUETA:
Exibição de curtas de animação e atividades lúdicas e interativas sobre a linguagem e a estética do cinema para crianças de 7 a 10 anos.

31/05 – 22h30 – Clube do Choro de Santos
SESSÃO BUENA VISTA: Apresentação musical com trilhas sonoras ao vivo acompanhadas por cenas dos filmes de origem. Exibição de curtas entre as músicas tocadas pelo "Trio V²".

31/05 – Meia Noite – Clube do Choro de Santos
SESSÃO DA MEIA NOITE: Evento alternativo sobre o universo erótico e underground do cinema. Com exibição de curtas, cenas de filmes e bate-papo sobre cores e erotismo.

31/05 –18h30 – Clube do Choro de Santos
SESSÃO TSURU: Debate sobre o cinema e cineastas do Japão com exibição de curtas e trechos de filmes japoneses. Lembrança ao centenário da imigração japonesa.

31/05 – 15h – Sala 1 do Sesc/Santos
Oficina “CORES EM MOVIMENTO”: Oficina sobre o papel expressivo das cores na linguagem e na estética audiovisual. Serão realizadas atividades a partir dos principais conceitos da cor como luz e sua influência na composição de cenas. Com Márcia Okida e Eduardo Ricci.

01/06 – 17h – Bar do Sesc/Santos
ENCERRAMENTO: Exibição dos curtas mais votados da Sessão CINEME-SE, show com a VJ FIXXA e com o Clube do Choro de Santos.

MAIS INFORMAÇÕES:
Site: www.unisanta.br/cineclube

Tel: 3202-7100 ramal 257
CINEME-SE 2008 traz novidades e debate as cores no cinema

A 4ª edição do CINEME-SE – Festival da Experiência do Cinema, maior evento cineclubista do litoral paulista, acontece em Santos, litoral de São Paulo, de 27 de maio a 1º de junho. Serão exibidos mais de 120 curtas e três longas-metragens com os diferentes olhares do Brasil. As exibições acontecerão no Cineclube Lanterna Mágica, da UNISANTA, Sesc, Clube do Choro, Sesi e Cine Roxy. A linguagem das cores no audiovisual é o tema das intervenções e oficinas. A programação tem entrada franca, mas é necessário chegar meia hora antes do início das sessões para retirar ingresso. Mais informações pelo telefone 13 3202-7100, ramais 257 ou 147 e pelo e-mail: ricci@unisanta.br.

As novidades do Festival para este ano são a "Sessão sem Olhar", que exibirá curtas com audiodescrição e sinestesia para deficientes visuais, "Sessão da Meia Noite" sobre o universo erótico e underground do cinema, com bate-papo sobre cores e erotismo, e a "Sessão Buena Vista" com apresentação musical de trilhas sonoras ao vivo acompanhadas por cenas dos filmes de origem. Haverá exibição de curtas entre as músicas tocadas pelo "Trio V²". A programação completa pode ser conferida no site www.unisanta.br/cineclube.

O Festival é realizado pelo Cineclube Lanterna Mágica, da Universidade Santa Cecília (UNISANTA), Associação Cultural Vontade de Ver (V²), co-realizado pelo Sesc/Santos. Tem como parceiros: Clube do Choro de Santos, Cine Roxy, FaAC/UNISANTA, Sesi, OKIDA Design, RICCIFILMES, TV Educativa – Santa Cecília e Vídeo Paradiso.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

video

CHAMADA DO CINEME-SE 2008
Sabe aquela cor que te fascina?

Sim, aquela cor que você sempre responde quando te fazem a famosa pergunta:

"Qual a cor que você mais gosta?"

Que tal vesti-la e fazer um curta-metragem?

Gostou da idéia?

Então, vá à Praça Mauá – Centro – Santos/SP, dia 18 de maio de 2008, às 14h, no Congelamento Humano. Promovido pelo Cineclube Lanterna Mágica, da Unisanta, em parceria com a Associação Vontade de Ver.

Use uma camisa da cor com a qual você mais se identifica.

Esta é uma ação em prol do cinema santista.

Conto com sua participação!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

cinema é o lugar da eternidade!


A Significação da Cor no Cinema

Por André Setaro

Qual a função da cor nos filmes? Atualmente, quando todos os filmes lançados no circuito são coloridos, o preto e branco virou uma exceção utilizada apenas por questões estilísticas. E a maioria das pessoas, desconhecendo as possibilidades do claro/escuro, não mais aceita o filme sem cor. Se o filme é em branco e preto geralmente é recusado pelos exibidores, havendo, somente, casos raros de aceitação, como o referente a A lista de Schindler, porque distribuído por major poderosa.

Assim, se é verdade aquilo que afirmou Roland Barthes, que colorir o mundo significa em última análise negá-lo, como deve comportar-se a cor se não quiser esmagar a realidade, mas, pelo contrário, interpretá-la poeticamente? E, sobretudo, que atitude deve assumir relativamente às imagens e aos sons? A resposta é fácil de prever: a cor no filme deve cumprir uma missão essencialmente psicológica. Deve ser, não bela, mas significativa. Somente deste modo tem a sua presença uma justificação expressiva e pode servir para dizer coisas que não poderiam ser ditas sem a sua intervenção. Se tal não acontece, a cor não apenas resulta nociva para o filme como corre o risco de empobrecê-lo a ponto de fazê-lo regredir para um nível inferior ao alcançado no velho preto e branco.

Não é, portanto, o cinema colorido que interessa ao nosso artigo, mas, sim, o cinema de cor. Desde que, naturalmente, não reproduza a realidade de maneira cada vez mais perfeita e cada vez mais banal. Neste particular, os videomakers contemporâneos são pródigos na ânsia de reprodução do real de maneira naturalista e, em conseqüência, vulgar, pelo fato de não ter consciência da função da cor no tecido dramatúrgico da expressão videográfica. Quantos aos belos planos, não sendo o cinema uma pinacoteca – mas, pelo contrário, a vida transformada em discurso no próprio momento em que se desenrola – eles condenam o filme – ou o vídeo – à asfixia e impedem a sua respiração vital.

De citações pictóricas ilustres está a história do cinema cheia, assim como o inferno está cheio de boas intenções. Gian Piero Brunetta, ensaísta italiano, enumera alguns filmes que não aplicam bem o cinema de cor, por mais encantador e sugestivo que possa ser o resultado. A opinião é bastante discutível – este comentarista, por exemplo, não concorda, porém se trata de um estudioso do assunto. Vão desde o impressionismo francês que inspira a fotografia de Elvira Madigan (1967), de Bo Wilderberg, à pintura inglesa do século XVIII evocada em Barry Lyndon (1975), de Stanley Kubrick, do modelo dos macchiairoli italianos dos finais do século XIX seguido por Sedução da carne (Senso, 1954), de Luchino Visconti às homenagens à pintura surrealista presentes em La montagne sacré (1973), de Alexandre Jorodowsky. Para não falar, ainda segundo Brunetta, já de citações relativas a pinturas singulares, como Rossi reproduzido em Dois destinos (Cronaca familiare, 1962), de Valério Zurlini, ou Degas em que se inspira Laura (1980), de David Hamilton, ou, ainda, Remington, recriado na tela pelo mestre John Ford em Legião invencível (She wore a yellow ribbon, 1949). Os filmes citados aqui, vale repetir, segundo Brunetta, são exemplos da má utilização do cinema de cor. E o que diria ele de Caravaggio e do recente A moça do brinco de pérolas?

Porque Brunetta acha que nos exemplos citados a expressão propriamente fílmica não atinge qualquer autonomia, marcada como está pela autoridade de tantos mestres da cor, antigos e modernos. Diante dos mestres pictóricos nos quais se inspiram para compor seus filmes, os realizadores se abstêm de tomar iniciativas pessoais que possam ofender a ilustre posição de que gozam os modelos invocados.

Quando, pelo contrário, ao invés da abstenção, os realizadores decidem tomar a iniciativa, a linguagem cinematográfica pode finalmente exibir a sua autonomia, embora tenha de defrontar-se com alguns obstáculos e alguns perigos durante a empreitada. Estes são os casos em que a cor se preocupa em ser funcional e não apenas bela. São os casos em que a cor aparece na tela para complicar as coisas que nela se sucedem e não para as secundar redundantemente. Trata-se, nestes casos, de intervenções sem as quais o filme seria diferente do que é, ou, pior ainda, não estaria completo. Em suma, somente quando a cor consegue ser irredutível a qualquer outro código presente é que se pode falar de função qualificante da cor e de emprego antinaturalista, mas também antiacadêmico, dos recursos cromáticos.

Entre as funções aptas a produzir sentido, a psicológica e a crítica são as mais eficazes, para além daquelas a que mais se recorre no âmbito do cinema que odeia a cópia rasteira da realidade quotidiana. E como o cinema brasileiro gosta de ser uma cópia servil na representação do real nas telas!

De emprego da cor em sentido psicológico, tem-se como exemplo O deserto vermelho (Deserto rosso), de Michelangelo Antonioni. As cores, aqui, são apagadas, envoltas por uma dominante cinzenta que unifica as várias tonalidades, privando-as das gradações mais vivas. Isto se justifica porque, no filme, o mundo é visto pelos olhos de uma mulher que sofre de nevrose e se sente separada da realidade. Neste caso, portanto, cabe à cor a tarefa de dar a idéia de como a protagonista vê as coisas, o que acontece sem necessidade de recorrer com insistência a indicações inerentes ao diálogo e à encenação no seu conjunto. Do mesmo modo, em Satyricon (que se encontra em cartaz no Telecine Classic (Net/Sky), com respeito total à integridade de seu formato original, isto é, em cinemascope, ou, como se diz agora, em letter Box), de Federico Fellini, as tintas carregadas e desprovidas de bom gosto denotam a vulgaridade do mundo representado e sublinham a sua essência lúgubre, próxima da desagregação material e espiritual. Em Nosferatu, de Werner Herzog, cabe à dominante azul, que impregna todas as cores, a função de conferir à narrativa aquele tom de lucidez que a acompanha do princípio ao fim, sugerindo a presença do Mal onde e como quer que seja, através de uma espécie de expressionismo cromático inserido na construção figurativa geral. Em O açougueiro (1970), de Claude Chabrol, a cor evolui conjuntamente com a própria fábula e, mudando de quando em vez de tonalidade, segue o seu itinerário narrativo desde a atmosfera idílica inicial até à descida aos infernos dos protagonistas com a respectiva ressurreição final, (dramática e cromática). Em Os guarda-chuvas do amor (Les parapluies de Cherbourg, 1964) e Duas garotas românticas (Les demoiselles de Rochefort, 1966), ambos do poeta Jacques Demy – um dos cineastas mais admiráveis de toda a história do cinema, as cores exercem um importante papel constitutivo do tecido dramático, situando-se como elementos determinantes da mise-en-scène – nos dois casos, também, a partitura musical de Michel Legrand pode ser considerada tão importante que o músico faz configurar, ao lado da mise-en-scène, uma mise-en-musique.

Mas é a cor que aqui interessa. Em outro exemplo, Tragam-me a cabeça de Alfredo Garcia (Bring me the head of Alfredo Garcia, 1974), de Sam Peckinpah, a dominante vermelha presente a nível figurativo exprime o clima de torpor e de violência próxima da explosão que caracteriza o local onde se desenrola a ação narrada. Há, finalmente, casos em que o efeito psicológico é confiado à presença de um único valor cromático que emerge do restante preto e branco. É o que acontece em Reflexões nos olhos dourados (Reflections in a golden eye, 1967), de John Huston, com Marlon Brando e Elizabeth Taylor, onde o monocromatismo da fotografia é quebrado pela presença exclusiva do tom vermelho, a significar a loucura latente do protagonista que sofre de um trauma mental que remonta à infância. As cópias distribuídas no Brasil, no entanto, foram banhadas de um technicolor que destruiu por completo a intenção inicial do autor.

Fala-se em intervenção crítica da cor, pelo contrário, quando a cor desempenha uma função dissonante no interior do filme. Neste caso, a escolha cromática deixa de corresponder ao ponto de vista psicológico de um dos protagonistas ou à exigência de definição ambiental para passar a refletir o ponto de vista do próprio autor assim como a análise que faz da realidade representada. Em Dillinger está morto (Dillinger è morto), de Marco Ferrari, as cores, cruas e brilhantes, de aspecto metálico, denunciam a invasão multicolor dos objetos a que o homem é sujeito na civilização tecnológica e a conseqüência reificante que tal invasão comporta relativamente aos sentimentos humanos. Do mesmo modo, as cores fantasiosas do sketch La terra vista dalla luna (A Terra vista da Lua, um episódio de As bruxas) conotam a ação num sentido marcadamente irrealista e conferem-lhe um tom de alegoria moral suspensa entre o divertimento e a meditação filosófica.

Pode por vezes dar-se o caso de ser a própria ausência da cor a adquirir valor expressivo. Em Manhattan (1978), de Woody Allen, a escolha do preto e branco corresponde a uma atitude nostálgica assumida pelo protagonista relativamente a um mundo que é por ele reinvocado em puro estilo dos anos quarenta, como é, de resto, confirmado pela banda sonora. Também em O jovem Frankenstein (The Young Frankenstein, 1974), de Mel Brooks, a ausência de cor representa uma homenagem ao cinema de terror dos anos trinta, relido com uma veia que se situa entre o irônico e o nostálgico. Tem-se, entre outros, evidentemente, o caso de Truffaut, que, pouco antes de morrer, dirigiu um filme no qual faz homenagem ao noir francês: De repente num domingo (Vivement dimanche, 1984), filmado em preto e branco e, recentemente, para realizar uma releitura do filme noir, os irmãos Coen apresentaram O homem que não estava lá, filme totalmente destituído de qualquer coloração e carregado no contraste do claro e do escuro.

A cor no cinema deve ser usada em função de seu tecido dramatúrgico e é preciso que se acabe, uma vez por todas, com a confusão sempre presente entre o uso da cor em função da beleza e o uso da cor em função da própria estrutura fílmica. Quem não gosta de filme em preto e branco, por outro lado, e, desde já, com as desculpas nas mãos, é um tremendo ignorante. O assunto cinema de cor rende muito mais, porém o espaço já se alonga e o comentarista deve estar de olho no velocímetro cromático de seu próprio olhar escritural.

*André Setaro, professor da UFBA
Fonte: www.coisadecinema.com.br




CINEME-SE 2008 divulga lista de
curtas e longas-metragens selecionados

O CINEME-SE – Festival da Experiência do Cinema, maior evento cineclubista do litoral paulista, divulga sua lista de curtas e longas-metragens selecionados. Mais de 160 curtas de várias cidades de todo o país foram inscritos. Os longas convidados são: “A Via Láctea”, de Lina Chamie, “O Tablado de Maria Clara Machado”, de Creuza Gravina e “L.A.P.A”., de Emílio Domingos e Cavi Borges. Este ano o tema central das ações socioculturais é a linguagem das cores no cinema. O Festival é realizado pelo Cineclube Lanterna Mágica, da Universidade Santa Cecília (UNISANTA), pela Associação Cultura Vontade de Ver e co-realizado pelo Sesc de Santos. Acontecerá de 27 de maio a 1 de junho de 2008 na cidade de Santos, litoral de São Paulo. Mais informações pelo telefone 3202-7100 ramal: 257 ou 147, e-mail: ricci@unisanta.br.

A mostra dos curtas serão seguidas de debates e sorteios. Durante seis dias o espectador experimentará o gosto de conhecer a linguagem e a estética cinematográfica de forma descontraída e educativa. “Este ano o Festival traz muitas novidades e um foco maior em ações socioculturais”, afirma Eduardo Ricci, diretor do Festival.

Nesta edição o Festival tem muito a comemorar. Seu crescimento e firmação entre os principais eventos que promovem o cinema cultural no Brasil, os 80 anos de cineclubismo, 60 anos de fundação do Clube de Cinema de Santos, 10 anos do 1º Encontro de Cinema da UNISANTA (evento que deu origem ao Cineclube Lanterna Mágica). O CINEME-SE lembrará também do centenário da imigração japonesa e da luta pela liberdade de expressão em maio de 68.

Em breve mais detalhes da programação.

Eduardo Ricci
Diretor do CINEME-SE 2008

LONGAS CONVIDADOS – 2008

L.A.P.A.
Emílio Domingos e Cavi Borges, DVD, Doc., 1h15min, cor, Rio de Janeiro/RJ, 2007.

O Tablado de Maria Clara Machado
Creuza Gravina, DVCam, Doc., 1h20min, cor, Rio de Janeiro/RJ, 2007.

A Via Láctea
Lina Chamie, MiniDV/35mm, Ficção, 1h28min, cor, São Paulo/SP, 2007.

CURTAS SELECIONADOS – 2008
Curtas para abertura - Seleção V²
- ENTRE CORES E NAVALHAS
Catarina Accioly, 35 mm, Ficção, 14 min, cor, Brasília/DF, 2007.
- LADRÃO DE AR
Caue Angeli, Betacam, Experimental, 11min25”, cor, São Paulo/SP, 2008.
- MORADORES DO 304
Leonardo Cata P. Souza, Beta, Animação, 15 min, cor, Belo Horizonte/MG, 2007.


Sessão Cineme-se
ÂMAGO
Pedro Tavares Figueiredo, MiniDV, Ficção, 14min, cor, Rio de Janeiro – RJ, 2008
ATÉ ONDE A VISTA ALCANÇA
Felipe Peres Calheiros, MiniDV, Doc., 20 min, p&b / cor, Recife – PE,

BEM INTOCADO
Thelmo Corrêa, MiniDV, Ficção, 8 min 53’’, cor, Porto Alegre – RS, 2007
COMUM-DE-DOIS
Isaac Donato, MiniDV, Doc., 18 min 19’’, cor, Salvador – BA, 2007
CAFÉ COM LEITE
Daniel Ribeiro, 35 mm, Ficção, 18 min, cor, São Paulo – SP, 2007
O CINEASTA, A MENINA E O HOMEM-SANDUÍCHE
Daniella Saba, 16 mm, Ficção, 14 min 37’’, cor, São Paulo/SP, 2008.
DOC.8
Christian Shneider, MiniDV, Doc., 20min, cor, Porto Alegre/RS, 2007.
DOIS LADOS
Carlos A. Duarte da Cruz, 35 mm, Ficção, 15 min, cor, Belo Horizonte/MG, 2007.
DUAS OPÇÕES
Rafael Nasser, DVD, Ficção, 15 min, cor, São Paulo – SP, 2007
ENGANO
Cavi Borges, 35 mm, Ficção, 11 min, cor, Rio de Janeiro/RJ, 2008.
ESCONDE-ESCONDE
Alvaro Furloni, 16 mm, Ficção, 14 min 30’’, p&b, Rio de Janeiro – RJ, 2007.

ESPELHO
Yuri Vieira e Cássia Queiroz, MiniDV, Ficção, 18min40”, cor, Goiânia – GO, 2007.
A ESPERA
Fernanda Teixeira, DVD, Ficção, 15 min, cor, Rio de Janeiro/RJ, 2007.
A FÁBRICA
Everton Isidro, HDV/DVD, Ficção, 15 min, cor, Curitiba – PR, 2007
ISMAR
Gustavo Beck, Mini DV, Doc., 12 min 20’’, cor, Rio de Janeiro – RJ, 2007
IGBADU – CABAÇA DA CRIAÇÃO
Carla Lyra, MiniDV, Doc., 16 min, cor, Recife/PE, 2007.

À LA CARTE
Rafael Frazão, HDCam, Ficção, 15 min, cor, São Carlos/SP, 2007.
MORTE CORPORATION
Léo del Castillo, HD, Ficção, 10 min, cor, Campinas – SP, 2007
REGRESSIVO
Michel Custódio, MiniDV, Ficção, 8 min, cor, Santos/SP, 2007.
OSWALDO
Santos/SP, 2007. (mais informações deste curta na próxima lista)
QUANTO MAIS MANGA MELHOR
Michele Lavalle, DVCam, Doc., 17min, cor, São Paulo/SP, 2007.

QUINTAS INTENÇÕES
Julio Augusto Zucca, HDCam, Ficção, 9min35”, cor, Rio de Janeiro/RJ, 2007.

ROSE DOLL
Rodrigo Santos, DVD, Animação, 2min30”, cor, São Paulo/SP, 2007.
UM PRA UM
Erico Campos Rassi, MiniDV, Ficção, 11 min, cor, São Paulo/SP, 2007.


Sessão Maratona

O ALERTA
Raquel R. Areias Gandra, MiniDV, Ficção, 8 min, p&b, Rio de Janeiro/RJ, 2007.
AMARAR
Emanuel Mendes, 35mm, Ficção, 20 min, cor, São Paulo/SP, 2007.
AQUÁRIO
Cíntia Domit Bittar, NTSC, Ficção, 9 min 10’’, cor, Florianópolis – SC, 2007
BIP-BIP
Thalles Chaves Costa, MiniDV, Doc., 14 min, cor, Rio de Janeiro/RJ, 2007.
BUSÓLOGOS
DVD, Doc., 12min40”, cor, São Paulo/SP, 2007.
COMUNIDADE ESCOLAR
André Machado Cywinski, DVCam, Exper., 10 min, cor, Santo André/SP, 2007.
CORDEL DA SERENATA MUDA
Marcelo Travassos, DVD, Ficção, cor, 5 min, Recife/PE, 2007.
OS CORDÕES DE LAURA
Mariza Tezelli, 4x3, Ficção, 15 min 55’’, cor, Curitiba – Paraná, 2008
A DEMOLIÇÃO
Aleques Eiterer, 35 mm, Ficção, 18 min, cor, Juiz de Fora – MG, 2007
DEMÔNIOS PARTICULARES
Tiago Tomazi e Paulo Santiago, MiniDV, Ficção, 13min, cor, Campinas/SP, 2007.
DAS 5 AS 7 NUM PAÍS EM DESENVOLVIMENTO
Gabriel de Paula Cunha, MiniDV, Ficção, 20 min, p&b,Porto Alegre/RS, 2007.
DUAS FACES
McGiver Silveira e Michele Villanova, DVD, Doc., 14 min, cor, Guaíba – RS, 2007.
ENRAIZADOS
Marco di Aurélio, MiniDV, Ficção, 13min42”, cor, João Pessoa/PB, 2008.
FALTAM 5 MINUTOS
Luiz Alberto Cassol, MiniDV / DVCAM, Doc., 20 min, cor, Santa Maria – RS, 2007.
GUAPÉ
Renata Castanhari, 35mm, Ficção, 10 min, cor, São Paulo/SP, 2007.
O MENINO E O BUMBA
Patrícia Cornils, MiniDV, Doc., 13 min, cor, São Paulo/SP, 2007.
MEU GURI
Cristiane Couceiro do Amaral, DVD, Documentário, 15 min 02’’, cor, Santos – SP, 2007
MIRÓ: PRETO, POBRE, POETA E PERIFÉRICO
(mais informações deste curta na próxima lista)
MONSTRO?
Alexandre Araújo, MiniDV, Ficção, 7 min, cor, Santos/SP, 2007.
OUTONO
Christian Schneider, MiniDV, Ficção, 8 min, cor, Porto Alegre/RS, 2007.
PRETINHO BABYLON
Cavi Borges e Emílio Domingos, DVD, Fic., 17 min, cor, Rio de Janeiro/RJ, 2007.
PRIARAJÕ
(informações deste curta na próxima lista)
POSSANTE VELHO DE GUERRA
Carlos Normando, MiniDV, Doc., 20 min, cor, Fortaleza/CE, 2007.
RENOVATÓRIO
Francisco S. de Lima Segundo, MiniDV, Doc., 20 min, cor, João Pessoa/PB, 2007.
REPRESA BILLINGS
André Machado Cywinski, DVCam, Doc., 15 min, cor, Santo André/SP, 2007.
SEVERINO
DVD, Doc., 7 min, cor, Florianópolis/SC, 2007.
TEMPESTADE!
Douglas Siqueira, Mini DV, Doc., 19min30’’, p&b / cor, Santos/Campinas – SP, 2007/2008.
VOLTEI PARA BUSCAR OS BOLINHOS
Alessandra Brum e Sérgio Puccini, 16mm, Fic., 15min, cor, Campinas – SP, 2007.
A VOZ DO POETA, Diana Reis, Mini DV, Doc., 20 min, cor, Campina Grande – PB, 2007.
X-CORAÇÃO
Lisandro Santos, MiniDV, Ficção, 11min30”, cor, Porto Alegre/RS, 2007.


Sessão Criança

BRINCANDO DE IMAGINAR
Rafael de Souza e Renato de Souza, Vídeo, Ani, 4min, cor, Vitória/ES, 2007.
ELE
Alunos da Rede Municipal de Ensino de Vitória, 35 mm, Animação, 12 min, cor,
Vitória – ES, 2007
MARIA
Anderson Lima, Ficção, 8 min, cor, São Bernardo do Campo – SP, 2008
MOCÓ JACK
Luiz Tosso Jr. e Thiago Veiga, DVD, Animação, 12min40”, cor, Goiânia/GO, 2007.
SOBRE LARANJAS
Anderson Lima, MiniDV, Ficção, 5 min, cor, São Bernardo do Campo/SP, 2008.


Sessão On line / Cidade Tela
ANÔNIMOS
Luiz Alberto Cassol, MiniDV, Ficção, 3 min10”, cor, Santa Maria/RS, 2007.
[Democity] REMIX
André Hime e Huila Gomes, MiniDV, Animação, 15seg, cor, São Paulo/SP, 2007.
17:27
Nelton Pellenz, MiniDV, Exp., 2min29”, cor, Porto Alegre/RS, 2007.
O DIA EM QUE A CIDADE ACORDOU
Instituto Marlin Azul, DVD, Animação, 2 min, cor, Vitória/ES, 2007.
DEBAIXO DA ÁGUA TUDO É MAIS BONITO
Nelton Pellenz, MiniDV, Exp., 2min10”, cor, Porto Alegre/RS, 2007.
HOMEM ESPUMA
Fernando Mendes, MiniDV, Animação, 2min52”, cor, Belo Horizonte/MG, 2007.
HISTÓRIA
Marcelo Gonçalves Cunha, DVCam, Ficção, 4 min30”, cor, Florianópolis/SC, 2007
NO INFINITO OCEANO DA MULTIDÃO
Ana Moraes Vieira, Exp., 5min, p&b, Belo Horizonte – MG, 2007.
PASSARIM
Nelton Pellenz, MiniDV, Exo., 1min20”, cor, Porto Alegre/RS, 2007.
PÉ NO MATO, PÉ NO CAMINHO
Wilson Freire de Lima, DVCam, Exp., 1 min, cor, Recife/PE, 2007.
PIRULITO
Erick Ricco, MiniDV, Ficção, 2min, cor, Belo Horizonte/MG, 2007.
PÓLVORA, PAPEL E PAZ
Wilson Freire de Lima, DVCam, Animação, 1 min, cor, Recife/PE, 2007.
QUANDO O TEMPO PARAR
Gabriela Benedet Ramos, MiniDV, Exp., 3min50”, p&b, Porto Alegre/RS, 2007.
TÉDIO
Wilson Freire de Lima, DVCam, Ficção, 1 min, cor, Recife/PE, 2008.
TORPEDO V1511
Isaac Donato, MiniDV, Exp., 4 min10”, cor, Salvador/BA, 2007.
SX80rj
Ricardo Mehedff, MiniDV, Exp., 1 min, cor, Rio de Janeiro/SP, 2007.
A ÚLTIMA VIAGEM
Wilson Freire de Lima, Ficção, DVCam, 1 min, cor, Recife/PE, 2007.


Sessão da Meia Noite
CONVERGÊNCIAS
Aly Muritiba, MiniDV, Ficção, 15min46”, cor, Curitiba/PR, 2008.
CONCEITO
Thiago Dezan, MiniDV, Exper., 7min 25”, cor, Cuiabá/MT, 2008.
PAPEL DE JÚLIA
Helton Okada, DVD, Ficção, 8 min, cor, São Paulo/SP, 2008.


Sessão Experimental
CORPO SECO
André Rebello, DVD, Exp, 15 min, cor, Cotia/SP, 2008.
AVOANDAR
Ricardo Mehedff, DVD, Exp., 8 min30”, cor, Rio de Janeiro/SP, 2007.
TRIPULANTE
Dirnei Prates, VHS/Celular, Exp., 10 min, cor e p&b, Porto Alegre/RS, 2007.